URBANAS é um projeto de reconhecimento, descentralização e ampliação de acesso às artes visuais que busca pela promoção de ações no campo da cultura que ampliem o reconhecimento do papel das periferias na construção da identidade da cidade de São Paulo.
O objetivo do projeto URBANAS é conhecer e reconhecer e dar visibilidade à riqueza e pluralidade artística por intermédio das artes urbanas.
Através de um chamamento aberto, uma equipe de curadores composta de 3 artistas reconhecidamente relevantes em torno das artes urbanas na cidade de São Paulo, considerando aspectos de diversidade de linguagem, estilo, gênero e raça, selecionaram artistas visuais da cidade de São Paulo de grande potencial para produzirem suas obras em regiões das extremidades da capital paulista.
Os murais foram produzidos em parceria com coletivos artísticos das periferias da capital, criando um intercâmbio entre artistas e territórios. E, com o propósito de fomentar iniciativas educativas e de formação, dirigidas a crianças, jovens e adultos, o projeto também realizou oficinas artísticas.
O projeto Urbanas é resultado de uma bem-sucedida parceria entre Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo, organizações da sociedade civil e o setor privado, unidos num esforço conjunto.
EDIÇÃO 2023
Desenvolvido por meio da parceria entre a Bendita Prosa e a Secretaria Municipal da Cultura da Prefeitura de São Paulo, com patrocínio da Meta, através do programa Municipal de Apoio a Projetos Culturais, as atividades do projeto Urbanas em 2023 contaram com a colaboração de organizações sociais dos territórios. Nada aconteceria sem o suporte do coletivo Imargem, da Okupação Cultural Coragem, da Ocupação Cultural Matheus Santos, da Associação Cultural Quilombaque, da Associação Bom Jesus e da Associação Cultural São Matheus em Movimento.
O apoio e contribuição dessas organizações sociais que receberam o projeto foram fundamentais para o sucesso das ações. Esses espaços coletivos e solidários, de resistência e luta popular, enfrentam os desafios da precariedade, informalidade e o descaso de frente, na busca da garantia ao direito da população periférica à cultura e à cidade. Assim, reconhecendo as periferias como territórios de profundas desigualdades e imensos desafios sociais, em que são escassos os equipamentos culturais ratificados pelo Estado, alcançamos a potência da organização social coletiva, que ocupa espaços e preenche com pluralidade de criações e práticas artísticas, num terreno fértil em que queremos lançar nossas sementes.